Familiares de um jovem de 19 anos morto durante uma ação policial realizada na quinta-feira (29), no bairro de Cajazeiras V, em Salvador, questionam a versão apresentada pela Polícia Militar sobre o caso. A corporação informou que a ocorrência aconteceu durante uma operação do Batalhão Patamo e que, após confronto, foram apreendidas três armas de fogo.
A família de Gabriel, no entanto, nega qualquer envolvimento do rapaz com atividades criminosas. Em entrevista concedida nesta sexta-feira (30), o pai afirmou que o filho era inocente e classificou a morte como resultado de uma ação policial equivocada. Segundo ele, o jovem não tinha passagem pela polícia nem ligação com o tráfico de drogas.
De acordo com os familiares, Gabriel trabalhava como técnico de internet e era bastante conhecido na comunidade, onde nasceu e sempre viveu. Por conta da profissão, precisava circular por diferentes pontos do bairro para realizar serviços de instalação e manutenção de redes, o que, segundo o pai, explica a presença do jovem na área no momento da operação.
Ainda conforme o relato, o pai afirmou que sempre orientou o filho a se manter afastado de situações de risco, mas ressaltou que o jovem levava uma rotina de trabalho e não integrava grupos criminosos. Ele também declarou que, apesar de não ter presenciado a ação, tem convicção de que o filho não participou de confronto armado.
O caso deve ser apurado pelos órgãos competentes para esclarecer as circunstâncias da operação e a versão apresentada pelas partes envolvidas.
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