O Ministério da Saúde iniciou uma mudança no protocolo de tratamento do diabetes na rede pública ao adotar, de forma experimental, uma insulina de longa duração no lugar da NPH, utilizada há décadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A proposta é modernizar o cuidado e oferecer maior estabilidade no controle da glicemia.
A substituição está sendo avaliada em um projeto-piloto realizado entre fevereiro e março em quatro localidades: Amapá, Paraíba, Paraná e Distrito Federal. A intenção do governo federal é levar o novo modelo para todos os estados brasileiros ainda em 2026, conforme os resultados da fase inicial.
Neste primeiro momento, a distribuição do medicamento contempla dois grupos específicos: pacientes com diabetes tipo 1 com idade até 17 anos e pessoas com 80 anos ou mais diagnosticadas com diabetes tipo 1 ou 2. A estimativa do Ministério da Saúde é atender cerca de 50 mil usuários do SUS nessa etapa.
A escolha dos públicos foi definida em consenso com técnicos especializados e representantes das secretarias estaduais e municipais de saúde. A pasta avalia ampliar o acesso ao longo do ano, especialmente para pacientes com diabetes tipo 2, caso haja viabilidade técnica e produtiva.
Paralelamente, profissionais da atenção básica estão sendo capacitados para lidar com a nova terapia, desde a prescrição até o acompanhamento contínuo dos pacientes. O processo inclui orientações sobre o uso correto das canetas aplicadoras e o monitoramento regular da resposta ao tratamento.
A iniciativa faz parte de um conjunto de ações voltadas à atualização das políticas públicas de saúde e à melhoria da assistência oferecida às pessoas com doenças crônicas.
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