Um episódio ocorrido durante o Carnaval em Salvador levou ao afastamento temporário de policiais militares por determinação judicial. A medida foi tomada após denúncias de agressão e ofensas de caráter homofóbico envolvendo integrantes da corporação durante uma confusão registrada no último sábado (14).
O caso aconteceu nas imediações do Morro do Gato, na região de Ondina. Segundo relatos apresentados à Justiça, policiais teriam utilizado força física durante a abordagem, mesmo após os envolvidos se identificarem como membros da própria instituição.
O soldado Marlon Araújo do Rosário afirma que, além das agressões, ele e o companheiro foram alvo de insultos ofensivos relacionados à orientação sexual. Conforme o depoimento, ele também teria sido imobilizado e conduzido de forma coercitiva, sem apresentação formal à autoridade policial e sem receber atendimento médico após a ocorrência.
A denúncia foi encaminhada à Corregedoria da Polícia Militar da Bahia e motivou a realização de audiência de custódia. Ao avaliar os elementos do caso, o juiz Cidval Santos Sousa Filho, do Tribunal de Justiça da Bahia, considerou que há indícios que podem configurar injúria racial por homofobia, entendimento respaldado por decisões do Supremo Tribunal Federal.
Como medida preventiva, foram afastados três alunos oficiais e outros policiais que integravam a patrulha envolvida. O próprio Marlon também foi retirado temporariamente das funções operacionais enquanto a apuração estiver em andamento. O magistrado determinou ainda a abertura de um inquérito policial militar para investigar detalhadamente o ocorrido.
O soldado, que havia sido detido em flagrante, obteve liberdade provisória após a audiência e foi liberado nesta quarta-feira (18).
Até o momento, a Polícia Militar da Bahia não divulgou posicionamento oficial sobre o caso, que segue sob investigação.
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