A intensidade das chuvas na Zona da Mata de Minas Gerais elevou para 37 o número de mortos nas cidades de Juiz de Fora e Ubá. Até esta quarta-feira (25), também há 33 pessoas desaparecidas, conforme balanço divulgado por autoridades municipais, equipes de resgate e órgãos de defesa.
Juiz de Fora concentra a maior parte das ocorrências. O município confirmou 30 vítimas fatais e 31 desaparecidos. Diante da gravidade do cenário, a administração municipal declarou estado de calamidade pública. Aproximadamente 3 mil moradores estão fora de casa, e cerca de 600 famílias precisaram ser retiradas de áreas consideradas inseguras.
O acumulado de chuva em fevereiro chegou a 584 milímetros, índice recorde para o mês e muito acima da média histórica. Desde o início do temporal, foram registradas centenas de chamados por deslizamentos e inundações. O transbordamento do Rio Paraibuna agravou a situação, provocando interdições e dificultando o acesso a diferentes pontos da cidade.
Regiões como JK, Santa Rita, Vila Ideal, Lourdes, Vila Alpina, São Benedito e Vila Olavo Costa estão entre as mais atingidas. No Parque Burnier, diversos imóveis desabaram e ainda há buscas por desaparecidos. No bairro Cerâmica, casas também foram destruídas pela força da água e da lama.
Informações do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais indicam que quase 24% da população de Juiz de Fora vive em áreas suscetíveis a desastres naturais, o que aumenta a vulnerabilidade diante de eventos extremos.
Em Ubá, o cenário também é preocupante. A cidade contabiliza sete mortes e dois desaparecidos após registrar 124 milímetros de chuva em apenas seis horas. Equipes seguem mobilizadas nas duas cidades para prestar socorro às vítimas e monitorar novos riscos.
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