A ausência de professores no curso de Fisioterapia da Universidade Federal da Bahia (UFBA) tem causado impactos relevantes tanto na formação dos estudantes quanto nos serviços prestados à população.
De acordo com a representação estudantil, mais de 500 alunos estão sendo prejudicados devido à não oferta de oito disciplinas obrigatórias, consideradas essenciais para o avanço no curso. A partir do terceiro semestre, essas matérias passam a ser fundamentais na estrutura da graduação, o que impede a progressão acadêmica dos estudantes.
Segundo Jully Lira, integrante do curso de Fisioterapia, da representação estudantil (DAFisio) e da presidência da atlética Traumática, a situação tem gerado atrasos significativos na trajetória universitária. Com isso, muitos alunos não conseguem avançar nos períodos seguintes, acumulando prejuízos ao longo da formação.
O problema se agrava para estudantes que dependem de políticas de permanência estudantil. Como muitos possuem prazo máximo para concluir o curso, há risco de perda do vínculo com a universidade não por questões de desempenho, mas por limitações estruturais.
Outro ponto crítico é a suspensão da disciplina Estágio Supervisionado I, etapa essencial para alunos em fase final de formação. Sem previsão de retorno, a medida afeta diretamente o planejamento acadêmico e financeiro dos estudantes que se preparavam para concluir a graduação e ingressar no mercado de trabalho.
Além dos impactos no ensino, a situação também compromete o atendimento à população. Atualmente, cerca de 800 pessoas aguardam na fila por atendimentos fisioterapêuticos oferecidos pela universidade. Entre os pacientes estão pessoas com doenças pulmonares graves, crianças com condições neurológicas e idosos em situação de vulnerabilidade.
Para muitos desses pacientes, o atendimento prestado pela universidade representa uma das poucas alternativas de acesso à reabilitação. A redução ou interrupção dos serviços pode agravar quadros clínicos e afetar diretamente a qualidade de vida dessas pessoas.
Diante do cenário, representantes estudantis avaliam que o problema ultrapassa o ambiente acadêmico e assume dimensão de saúde pública, ao envolver tanto a formação de profissionais quanto a continuidade de serviços essenciais.
Na manhã desta terça-feira (31), estudantes do curso devem realizar uma mobilização para chamar atenção para a situação e cobrar providências da universidade.
Os estudantes cobram medidas urgentes para normalizar a oferta de disciplinas, recompor o quadro de professores e retomar as atividades práticas. Até o momento, não há posicionamento oficial com prazos definidos para a solução do problema.
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