Um centro religioso de matriz africana foi alvo de vandalismo e intolerância religiosa no interior da Bahia. O caso ocorreu no município de Guanambi, no sudoeste do estado, onde o Centro de Umbanda São Jorge Guerreiro teve o espaço invadido e pichado com símbolos nazistas.
De acordo com informações divulgadas por veículos locais, o ataque aconteceu no último fim de semana. Além das pichações nas paredes, o local também apresentou sinais de depredação, com objetos religiosos destruídos, imagens sagradas danificadas e prejuízos à estrutura física do imóvel.
A instituição, que possui cerca de 78 anos de funcionamento, já vinha sendo alvo de ocorrências semelhantes nos últimos meses. Segundo representantes do centro, este foi o sexto episódio envolvendo arrombamentos ou invasões em um intervalo de aproximadamente cinco meses.
Ainda conforme relatos, a direção do espaço registrou ou está em processo de registro de boletim de ocorrência, e a expectativa é que imagens de câmeras de segurança ajudem na identificação dos responsáveis.
O caso gerou repercussão na cidade. A Prefeitura de Guanambi manifestou repúdio ao ocorrido e prestou solidariedade à comunidade religiosa, classificando o episódio como um ato de violência e desrespeito à liberdade de crença.
Entidades como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) também acompanham a situação. Representantes destacaram a gravidade do ataque, que é apontado como possível crime de intolerância religiosa e violação de direitos fundamentais.
A Umbanda, religião brasileira que reúne elementos de diferentes tradições espirituais, historicamente enfrenta episódios de preconceito e discriminação no país, o que reforça o debate sobre racismo religioso e a necessidade de proteção à liberdade de culto.
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