O empresário Sérgio Nahas foi retirado do sistema prisional baiano nesta quinta-feira (29) para ser transferido a São Paulo, onde deverá cumprir pena após condenação definitiva pela morte de Fernanda Orfali. O crime aconteceu há quase 24 anos, na capital paulista, e teve desfecho judicial apenas recentemente.
Preso desde o dia 17 deste mês, Nahas estava custodiado em Salvador após ser localizado em Praia do Forte, no município de Mata de São João. A remoção ocorreu no período da manhã, com o detento sendo submetido a procedimentos legais de praxe antes de seguir para o aeroporto, de onde embarcou em voo comercial.
A transferência foi autorizada pela Justiça após solicitação das autoridades responsáveis pelo caso em São Paulo, que assumem novamente a custódia do condenado. Durante o deslocamento, a escolta ficou a cargo de equipes especializadas.
Mesmo após a decisão judicial definitiva, Sérgio Nahas segue negando a autoria do crime. Ao longo de todo o processo, a defesa sustentou a tese de suicídio, versão rejeitada pelas investigações e pelos tribunais, com base em laudos técnicos e provas reunidas à época.
A captura do empresário ocorreu após um sistema eletrônico de identificação apontar sua presença em uma área turística do litoral norte baiano. Ele foi localizado em um imóvel de alto padrão e, durante a abordagem policial, foram encontrados entorpecentes, aparelhos eletrônicos, cartões bancários e um veículo de luxo.
O caso teve início em setembro de 2002, quando Fernanda Orfali, então com 28 anos, foi encontrada morta no apartamento onde vivia com o companheiro, em Higienópolis. O processo judicial atravessou mais de duas décadas, passando por diversas instâncias, até a fixação da pena de oito anos e dois meses de prisão em regime fechado.
Após a expedição do mandado de prisão, Nahas passou a ser considerado foragido e teve seus dados incluídos em sistemas de cooperação internacional para localização de condenados. A defesa afirma que ele já residia na Bahia antes da ordem judicial e alega que não houve intenção de fuga.
O cumprimento da pena agora seguirá sob responsabilidade do sistema penitenciário paulista.
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