A Justiça condenou um homem acusado de matar a companheira no bairro de Cosme de Farias, em Salvador. O julgamento foi realizado por meio de júri popular, que reconheceu a prática de feminicídio e definiu a pena em 14 anos e 3 meses de prisão.
Após a decisão do Conselho de Sentença, o réu deixou o Fórum Ruy Barbosa sob custódia para iniciar o cumprimento da pena. Os jurados entenderam que o crime foi motivado pela condição de gênero da vítima e que ela não teve possibilidade de defesa diante da ação criminosa.
A vítima, Madaí Santos São Bernardo, tinha 28 anos e foi assassinada a tiros em dezembro de 2022. As investigações apontaram que o relacionamento mantido com o condenado era marcado por conflitos e que a jovem demonstrava a intenção de encerrar a convivência.
Conforme informações reunidas durante o processo, o casal havia participado de uma comemoração familiar antes do crime. Em determinado momento, Madaí comunicou ao companheiro o desejo de terminar o relacionamento. Horas depois, ao retornar ao imóvel dele, os dois teriam discutido.
Foi nesse contexto que ocorreu o assassinato. A jovem foi atingida por disparos de arma de fogo e morreu no local. Quando policiais militares chegaram ao endereço, acionados após denúncias de violência, encontraram a vítima sem vida.
Dias após o crime, o acusado se apresentou espontaneamente à Delegacia de Homicídios acompanhado por um advogado. Na ocasião, teve cumprida a ordem de prisão preventiva expedida pela Justiça.
O caso passou a integrar as estatísticas de feminicídio na Bahia e voltou a ser debatido durante o julgamento, que resultou na condenação do réu pelos crimes reconhecidos pelos jurados.
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