As taxas de juros cobradas dos consumidores voltaram a subir em fevereiro, com destaque para o cartão de crédito rotativo, que continua entre as modalidades mais caras do mercado. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (30) pelo Banco Central do Brasil.
Segundo o levantamento, a taxa média de juros do crédito livre para pessoas físicas chegou a 62% ao ano, registrando aumento tanto no mês quanto na comparação com o mesmo período do ano anterior.
O maior impacto veio do cartão de crédito rotativo, cuja taxa avançou e ultrapassou os 400% ao ano. Esse tipo de crédito é utilizado quando o consumidor paga apenas parte da fatura, ficando sujeito à cobrança de juros sobre o valor restante.
Mesmo com regras mais recentes que limitam o crescimento da dívida, especialistas apontam que os juros ainda seguem elevados e variam conforme as condições definidas no momento da contratação.
Além do rotativo, o crédito parcelado no cartão também apresentou alta, indicando que o custo de manter dívidas nessa modalidade continua elevado.
Para empresas, o cenário foi diferente, com leve variação nas taxas médias de juros. Já no total geral, considerando pessoas físicas e jurídicas, a taxa média ficou em torno de 33% ao ano.
A alta dos juros acompanha o patamar elevado da taxa básica da economia, a Selic, definida pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central. Juros mais altos tendem a encarecer o crédito e reduzir o consumo, como forma de conter a inflação.
Os dados também mostram aumento da inadimplência e do nível de endividamento das famílias, indicando maior pressão sobre o orçamento doméstico.
O Banco Central destaca que o cenário exige atenção dos consumidores, principalmente no uso do crédito rotativo, considerado uma das opções mais caras disponíveis no sistema financeiro.
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